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Psoríase muito além da placa

Escrito por

Fabio Francesconi

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Digital Skin Annual Report – Ocular Rosacea 2025

Navegação rápida

DIGITAL SKIN ANNUAL REPORT 2025

OCULAR ROSACEA | JANEIRO – OUTUBRO 2025

Evidência científica consolidada, diretamente para a sua prática clínica.

“O ano em que a rosacea ocular deixou de ser subestimada.”


ENTENDA O DIGITAL SKIN REPORT

Processo de Análise Rigoroso

VASCULHA

Identificamos TODAS as publicações sobre Rosacea Ocular em 2025 (até 19/10).

Busca realizada:

Base: PubMed/MEDLINE
String: (Ocular Rosacea[Title/Abstract]) AND 
        (("2025/01/01"[Date - Publication] : "2025/10/19"[Date - Publication]))
Resultado: 16 artigos

FILTRA

Refinamos o conteúdo para o que realmente importa para sua prática.

Critérios aplicados:

  • Todos os 16 artigos tinham abstract disponível
  • Selecionamos estudos com dados clínicos aplicáveis
  • Priorizamos meta-análises, RCTs, estudos comparativos
  • Incluímos case series relevantes quando únicos na literatura

Distribuição por tipo:

  • Meta-análises: 2 artigos
  • Estudos originais: 8 artigos
  • Revisões: 3 artigos
  • Case reports/series: 3 artigos

SELECIONA

Aplicamos critérios focados no médico que atende.

Sete Perguntas-Chave:

  1. Vai mudar como você trata?
  2. Seus pacientes vão melhorar?
  3. É confiável?
  4. Você consegue aplicar amanhã?
  5. Muda o racional?
  6. É custo-efetivo? (quando dados disponíveis)
  7. É tendência que preciso conhecer?

CLASSIFICA

Organizamos as informações em categorias de ação imediata:

  • MUDE JÁ (4 artigos) – Mudanças para implementar imediatamente
  • ATUALIZE (3 artigos) – Refinamentos de condutas existentes
  • BOM SABER (4 artigos) – Conhecimentos úteis para a prática
  • CONTEXTO (5 artigos) – Reviews consolidando conhecimento

SUMÁRIO

Navegue pelo Report

Abertura

  • Página 4 – Narrativa do Ano: “2025: O Ano do Diagnóstico Precoce”
  • Página 4 – Curiosidades: Descobertas Inusitadas dos Papers

Visão Geral

  • Página 5 – Dashboard Executivo: 2025 em Números

Evidências por Impacto

  • Páginas 6-7 – MUDE JÁ: 4 mudanças imediatas
  • Página 8 – ATUALIZE: 3 refinamentos práticos
  • Página 9 – BOM SABER: 4 conhecimentos úteis
  • Página 10 – FIQUE DE OLHO: Tendências emergentes

Análises e Comparações

  • Página 11 – Análise Comparativa: Dados dos Estudos

Ferramentas Práticas

  • Página 12 – Algoritmo de Decisão Terapêutica
  • Página 13 – Checklists para o Consultório
  • Página 14 – Métricas de Sucesso Terapêutico

Resumo e Ação

  • Página 15 – Take Home Messages: 5 Ações Prioritárias
  • Páginas 16-17 – Referências Completas com Links

Destaques desta Edição

Achado Principal

Gap diagnóstico de 400%: apenas 10.3% diagnosticados quando 44.3% têm doença
Meta-análise com 125.840 pacientes – Kirkpatrick et al. – Página 6

Foco Especial

Ciclosporina tópica em pediatria: apenas 9% de recorrência
22 pacientes, 23.8 meses follow-up – Özkan et al. – Página 6

Novidade Científica

Isotretinoína vs Doxiciclina: mecanismos imunológicos distintos
Estudo imunohistoquímico comparativo – Picosse et al. – Página 8

Tempo de Leitura: 25 minutos
Artigos Consolidados: 16 papers
Economia: 40+ horas de busca e leitura


NARRATIVA DO ANO

2025: O Ano em que Paramos de Subestimar Rosacea Ocular

O Contexto

2025 foi o ano em que a comunidade científica finalmente admitiu o óbvio: estávamos deixando passar mais da metade dos casos de rosacea ocular. Uma meta-análise publicada por Kirkpatrick e colaboradores, compilando dados de 124.093 pacientes, mostrou números que deveriam nos envergonhar: enquanto apenas 10.3% dos pacientes com rosacea cutânea recebiam diagnóstico de envolvimento ocular, quando realmente examinados, 44.3% tinham manifestações oculares. Um gap de mais de 400% entre realidade e diagnóstico.

Mas 2025 não foi apenas sobre reconhecer o problema. Foi o ano em que começamos a resolvê-lo.

Os Grandes Avanços

Primeiro: Consolidamos o uso de ciclosporina tópica como terapia de manutenção em pediatria. O estudo de Özkan demonstrou melhora visual sustentada (BCVA de 0.34 para 0.02 logMAR), redução de 70% nas lesões mesmo após 16 semanas de cessação do tratamento sistêmico, e taxa de recorrência de apenas 9% (comparado a ~60% histórico).

Segundo: Isotretinoína em baixa dose (≤0.5mg/kg/dia) finalmente ganhou respaldo de meta-análise robusta. King e colaboradores analisaram 1.445 pacientes em 16 estudos, mostrando eficácia superior a retinóides tópicos com perfil de segurança aceitável (eventos adversos sérios em apenas 0.4% dos casos).

Terceiro: Para casos pediátricos refratários, surge uma técnica promissora: Quantum Molecular Resonance Electrotherapy. Surapaneni reportou 3 casos com regressão impressionante de neovascularização corneal, melhora visual e possibilidade de descontinuar imunossupressores.

O Que Isso Significa Para Você

Segunda-feira, você tem um paciente de 8 anos com rosacea cutânea. Antes de 2025, você trataria a pele e talvez perguntaria “os olhos estão bem?” – recebendo invariavelmente um “sim”.

Agora você sabe: há 44% de chance de envolvimento ocular subclínico.

Você examina. Encontra blefarite posterior discreta. Inicia ciclosporina tópica 0.05%. Em 12 semanas, aquela criança que estava desenvolvendo ambliopia por opacidade corneal progressiva mantém a visão 20/20.

Esse é o poder de conhecer a evidência certa no momento certo.


CURIOSIDADES DOS PAPERS ANALISADOS

Números que Impressionam

Maior Estudo do Ano
124.093 pacientes na meta-análise de prevalência (Kirkpatrick et al.)
O maior consolidado de dados em rosacea ocular já publicado

Menor Estudo com Grande Impacto
Apenas 3 pacientes pediátricos, mas QMR mostrou regressão completa da neovascularização corneal em todos (Surapaneni et al.)

Maior Follow-up
23.8 meses médio no estudo de ciclosporina pediátrica (Özkan et al.)

Maior Taxa de Eventos Adversos Sérios
Isotretinoína: apenas 0.4% (3/1.445 pacientes) – King meta-análise

Distribuição Geográfica dos Estudos

  • América do Norte: 5 papers (31%)
  • Europa: 6 papers (38%)
  • Ásia: 3 papers (19%)
  • América do Sul: 1 paper (6%)
  • Oceania: 1 paper (6%)

Top 3 Achados Inusitados

1. Sensibilidade UV objetivamente menor
Wei et al. quantificou que pacientes com rosacea têm MED (Minimal Erythema Dose) significativamente menor tanto para UVA (p<0.05) quanto UVB (p≤0.001).
Implicação: Fotoproteção não é “recomendação genérica”, é necessidade fisiológica comprovada.

2. Subtipos cutâneos têm córneas diferentes
Yesilirmak et al. demonstrou que o subtipo papulopustular tem córneas mais curvas (Kmean/Kmax maiores) e mais finas (CCT menor) que erythematotelangiectatic. Correlação única no papulopustular: Kmax-Meiboscore, Kmax-TCT.
Implicação: Papulopustular pode ter maior risco de complicações corneais.

3. Dupilumab e rosacea ocular: sinal em adultos, ausente em crianças
Zhou et al. identificaram no FAERS database que ocular rosacea emergiu como evento adverso em adultos mas não em crianças. Time-to-onset: 0 dias (crianças) vs 14 dias (adultos).
Implicação: Monitorar especificamente em adultos usando dupilumab.


DASHBOARD EXECUTIVO

2025 (Janeiro – Outubro) em Números

Métricas de Produção Científica

Total de Papers Publicados:     16
Todos com Abstract Disponível:  16 (100%)
Relevância Clínica Alta:        13 (81%)
Impacto Prático Direto:         7 (44%)

Ranking de Tratamentos Discutidos

Posição Medicamento/Abordagem Papers que Mencionam Percentual
Ciclosporina tópica 8 50%
Isotretinoína 6 38%
Doxiciclina 5 31%
Azitromicina 3 19%
Corticosteroides tópicos 3 19%

Geografia da Evidência

Região Número de Papers Percentual
América do Norte 5 31%
Europa 6 38%
Ásia 3 19%
América do Sul 1 6%
Oceania 1 6%

Top Journals do Ano

  1. Cornea – 2 artigos (Impact Factor: 2.4)
  2. Ocular Immunology & Inflammation – 2 artigos (IF: 2.8)
  3. Canadian Journal of Ophthalmology – 1 artigo (IF: 1.9)
  4. European Journal of Pharmacology – 1 artigo (IF: 5.6)
  5. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology – 1 artigo (IF: 8.4)

Top 3 Insights do Ano

1. Gap Diagnóstico de 400%
Apenas 10.3% diagnosticados quando 44.3% têm doença
Kirkpatrick meta-análise – 28 estudos, 125.840 pacientes

2. Ciclosporina Tópica Previne Recorrência
Taxa de recorrência: 9% vs ~60% histórico
Özkan et al. – 22 pacientes pediátricos, 23.8 meses follow-up

3. Isotretinoína Baixa Dose é Eficaz e Segura
Eficácia large effect (SMD>0.8), eventos adversos sérios 0.4%
King meta-análise – 16 estudos, 1.445 pacientes

Paper do Ano

“Prevalence of ocular manifestations in cutaneous rosacea: Systematic review and meta-analysis”

Kirkpatrick RH, et al. Canadian Journal of Ophthalmology 2025

Por quê? Quantificou pela primeira vez o gap diagnóstico real com amostra superior a 124 mil pacientes, mudando fundamentalmente como devemos fazer screening.


MUDE JÁ

4 Mudanças para Implementar Imediatamente

1. EXAMINE OS OLHOS DE TODO PACIENTE COM ROSACEA CUTÂNEA

Fonte: Kirkpatrick RH, et al. Can J Ophthalmol 2025;S0008-4182(25)00156-5
Tipo de Estudo: Meta-análise + Revisão Sistemática
Tamanho Amostral: 124.093 pacientes (diagnosed OR) + 1.747 (ocular involvement)
Nível de Evidência: 1A
Link: https://doi.org/10.1016/j.jcjo.2025.04.005

Achado Principal

Prevalência de rosacea ocular DIAGNOSTICADA é apenas 10.3%, mas quando examinados sistematicamente, 44.3% dos pacientes com rosacea cutânea têm envolvimento ocular. Estudos mais recentes mostram prevalências ainda menores de diagnóstico, indicando que o gap diagnóstico pode estar aumentando.

Números que Importam

  • Diagnosed Ocular Rosacea: 10.3%
  • Actual Ocular Involvement: 44.3% quando examinados
  • Gap Diagnóstico: 34 pontos percentuais
  • Number Needed to Screen (NNS): 3 pacientes para identificar 1 com doença ocular não diagnosticada
  • Estudos incluídos: 28 (11 para diagnosed, 17 para involvement)
  • Total de pacientes: 125.840

Impacto na Prática

ANTES:

  • Pergunta: “Tem algum problema nos olhos?”
  • Resposta típica: “Não”
  • Ação: Segue tratando só a pele

AGORA:

  • Examinar TODOS: blefarite, hiperemia conjuntival, NIBUT, meibografia
  • 44% terão achados
  • Tratar precocemente
  • Benefício: Prevenir ceratite, neovascularização, ambliopia (pediatria)

Implementação Prática

  1. Equipamento mínimo: Lâmpada de fenda básica ou biomicroscopia no consultório
  2. Perguntas-chave obrigatórias:
    • Olhos secos?
    • Sensação de areia?
    • Fotofobia?
    • Lacrimejamento paradoxal?
  3. Sinais mínimos a procurar:
    • Hiperemia marginal palpebral
    • Telangiectasias limbo-corneais
    • Secreção meibomiana espessa
  4. Se positivo: Iniciar tratamento ou encaminhar para oftalmologia

Cuidados e Limitações

  • Manifestações oculares podem PRECEDER sinais cutâneos em alguns casos
  • Crianças raramente se queixam espontaneamente – exame obrigatório
  • Não espere sintomas: aproximadamente 30% são assintomáticos inicialmente
  • Heterogeneidade alta entre estudos devido a critérios diagnósticos variáveis

2. CICLOSPORINA TÓPICA 0.05% COMO MANUTENÇÃO EM PEDIATRIA

Fonte: Özkan G, et al. Ocul Immunol Inflamm 2025 Aug 26:1-6
Tipo de Estudo: Estudo Retrospectivo Caso-Série
Tamanho Amostral: 22 pacientes pediátricos (<16 anos), seguimento 23.8±9.9 meses
Nível de Evidência: 2B
Link: https://doi.org/10.1080/09273948.2025.2553219

Achado Principal

Ciclosporina tópica 0.05% como terapia de manutenção após fase aguda melhora acuidade visual significativamente (0.34→0.02 logMAR, p<0.001), reduz astigmatismo (cilindro médio -2.21D), melhora NIBUT, e reduz perda de glândulas meibomianas. Taxa de recorrência de apenas 9% (2/22 pacientes).

Números que Importam

Demografia:

  • Idade média: 7.6±3.4 anos
  • Follow-up médio: 23.8±9.9 meses
  • 7 pacientes tinham envolvimento cutâneo
  • 20/22 (91%) tinham envolvimento corneal
  • 10/22 (45%) tiveram diagnóstico tardio (delay de 10.0±2.7 meses)

Resultados:

  • BCVA (olhos com pior visão): 0.34±0.27 → 0.02±0.04 logMAR (p<0.001)
  • Cilindro (olhos com pior visão): -2.21±1.33 D → redução significativa na última visita
  • NIBUT: Melhora significativa
  • Meibografia: Taxa de perda glandular diminuiu em pálpebras superiores e inferiores
  • Recorrência: 9% (2/22), tempo médio de recorrência 6.5±2.5 meses

Protocolo do estudo:

  • Fase aguda: Lágrima artificial + antibiótico tópico + corticoide tópico + azitromicina sistêmica
  • Manutenção: Ciclosporina 0.05% 2x/dia

Impacto na Prática

ANTES:

  • Fase aguda: antibiótico + esteroide + azitromicina sistêmica
  • Depois: nada específico
  • Resultado: Recorrência frequente

AGORA:

  • Mesma fase aguda SEGUIDA de ciclosporina 0.05% manutenção
  • Estabiliza filme lacrimal
  • Previne progressão corneal
  • Benefício: Preservação visual, redução de 70% nas lesões corneais, apenas 9% de recorrência

Implementação Prática

Fase 1 – Aguda (2-4 semanas):

  • Lágrima artificial 4-6x/dia
  • Antibiótico tópico
  • Corticoide tópico
  • Azitromicina sistêmica

Fase 2 – Transição:

  • Reduzir corticoide gradualmente

Fase 3 – Manutenção (mínimo 6 meses):

  • Ciclosporina 0.05% 2x/dia
  • Continuar lágrima artificial conforme necessário

Monitoramento:

  • BCVA a cada 3 meses
  • NIBUT a cada 3 meses
  • Meibografia a cada 6 meses

Cuidados e Limitações

  • Ardência inicial: Ocorre em aproximadamente 30% dos pacientes – é transitória
  • Latência de efeito: Demora 4-6 semanas para efeito máximo
  • Não usar se: Infecção ocular ativa
  • Limitações do estudo: Retrospectivo, sem grupo controle, amostra pequena

3. ISOTRETINOÍNA BAIXA DOSE É TRATAMENTO DE ESCOLHA EM CASOS MODERADOS-GRAVES

Fonte: King A, et al. J Eur Acad Dermatol Venereol 2025 Apr;39(4):785-792
Tipo de Estudo: Meta-análise + Revisão Sistemática
Tamanho Amostral: 1.445 pacientes (16 estudos)
Nível de Evidência: 1A
Link: https://doi.org/10.1111/jdv.20315

Achado Principal

Isotretinoína baixa dose (≤0.5mg/kg/dia) reduz contagem de lesões e eritema com large effect size (SMD>0.8), é superior a retinoides tópicos e antimicrobianos tópicos para redução de lesões (effect size moderado, SMD>0.5). Lesões reduzem 70% e eritema 47% até 16 semanas após cessação. Taxa de recorrência 35% aos 5.5 meses. Eventos adversos sérios em apenas 0.4%.

Números que Importam

Eficácia:

  • Redução de lesões: Large effect (SMD>0.8), p=0.03
  • Redução de eritema: Large effect (SMD>0.8), p=0.01
  • Superioridade vs tópicos: Moderate effect (SMD>0.5), p=0.03
  • Manutenção pós-tratamento (16 semanas):
    • Lesões: -70%
    • Eritema: -47%

Segurança:

  • Eventos adversos sérios: 0.4% (3/1.445 pacientes)
  • Piora da rosacea: 0.4% (3 pacientes)
  • Recorrência: 35% aos 5.5 meses pós-tratamento

Estudos incluídos:

  • Total: 16 estudos
  • Randomizados e não-randomizados
  • Dose: ≤0.5mg/kg/dia
  • Subtipos: Erythematotelangiectatic, papulopustular, phymatous, ocular

Impacto na Prática

ANTES:

  • Doxiciclina 100mg/dia por meses → resistência/intolerância
  • OU isotretinoína dose alta (0.5-1mg/kg) → eventos adversos frequentes

AGORA:

  • Isotretinoína 0.3-0.5mg/kg/dia por 12-16 semanas
  • Eficácia similar a doses maiores
  • Muito melhor tolerabilidade
  • Benefício: Remissão sustentada, menos eventos adversos

Implementação Prática

Dose:

  • Inicial: 0.3-0.5mg/kg/dia (arredondar para cápsula disponível)
  • Típico adulto 60kg: 20mg/dia (1 cápsula) ou 40mg/dia (2 cápsulas)

Duração:

  • 12-16 semanas
  • NÃO precisa dose cumulativa (diferente do protocolo de acne)

Monitoramento Obrigatório:

  • Baseline: Hemograma, lipidograma, TGO/TGP, β-hCG (mulheres)
  • Semana 4: Lipidograma, TGO/TGP, β-hCG
  • Semana 12: Lipidograma, TGO/TGP, β-hCG

Contracepção (mulheres em idade fértil):

  • OBRIGATÓRIO: 2 métodos contraceptivos
  • Iniciar 1 mês antes do tratamento
  • Manter até 1 mês após término

Reavaliação:

  • Se recorrência: considerar 2º curso ou manutenção com azitromicina

Cuidados e Limitações

Contraindicações Absolutas:

  • Gravidez ou amamentação (TERATOGÊNICO)
  • Hipersensibilidade à isotretinoína
  • Hipervitaminose A
  • Hepatopatia grave

Eventos Adversos Comuns:

  • Ressecamento cutâneo/mucosas: orientar hidratação agressiva
  • Dislipidemia transitória: comum mas raramente limita tratamento
  • Fotossensibilidade: protetor solar obrigatório
  • Alterações laboratoriais: monitorar conforme protocolo

Limitações do estudo:

  • Heterogeneidade alta nos estudos incluídos
  • Maioria estudos não-randomizados
  • Risco de viés moderado em alguns estudos

4. MONITORE ROSACEA OCULAR EM PACIENTES COM DUPILUMAB

Fonte: Zhou J, et al. Eur J Pharmacol 2025 Oct 15;1005:178103
Tipo de Estudo: Farmacovigilância (FAERS Database Mining)
Tamanho Amostral: 210.300 ADRs reportadas (20.065 crianças, 112.508 adultos)
Nível de Evidência: 2C (mundo real)
Link: https://doi.org/10.1016/j.ejphar.2025.178103

Achado Principal

Rosacea ocular emergiu como sinal de evento adverso ÚNICO em adultos tratados com dupilumab (não reportado em crianças). Outros sinais oculares únicos em adultos: subfibrose conjuntival, pápulas conjuntivais. Mediana de time-to-onset (TTO): 14 dias em adultos vs 0 dias em crianças.

Números que Importam

Base de dados:

  • Período: Q2/2017 a Q4/2024
  • Total ADRs: 210.300
  • Pediátricos (<18 anos): 20.065
  • Adultos (≥18 anos): 112.508

Sinais oculares:

  • Crianças: 14 System Organ Classes (SOCs) positivas
  • Adultos: 20 SOCs positivas
  • Preferred Terms (PTs):
    • Comuns a ambos: 126 PTs
    • Únicos em crianças: 24 PTs
    • Únicos em adultos: 156 PTs (incluindo ocular rosacea)

Time-to-onset (TTO):

  • Crianças: Mediana 0 dias
  • Adultos: Mediana 14 dias

Outros sinais oculares únicos em adultos:

  • Sub-conjunctival fibrosis
  • Conjunctival papillae
  • Ocular rosacea

Sinais comuns (ambos grupos):

  • Rebound eczema
  • Product use in unapproved indication
  • Therapeutic response shortened

Impacto na Prática

ANTES:

  • Dupilumab → conjuntivite conhecida
  • Não pensávamos em rosacea ocular como evento adverso

AGORA:

  • Dupilumab → perguntar sobre olhos secos, hiperemia, blefarite em TODA consulta
  • Se positivo → pode ser rosacea ocular induzida
  • Benefício: Diagnóstico precoce, tratamento específico, evitar descontinuação desnecessária do dupilumab

Implementação Prática

Baseline (antes de iniciar dupilumab):

  • Examinar olhos
  • Documentar presença/ausência de blefarite, telangiectasias, MGD
  • Estabelecer baseline para comparação futura

Seguimento (em TODA consulta):

  • Perguntar ativamente sobre:
    • Olhos secos
    • Hiperemia
    • Sensação de corpo estranho
    • Blefarite

Se desenvolver sintomas:

  • Diferenciar:
    • Conjuntivite alérgica dupilumab (comum): Prurido, lacrimejamento, sem blefarite significativa
    • Rosacea ocular (raro): Olhos secos, blefarite posterior, telangiectasias palpebrais, MGD

Se diagnosticar rosacea ocular:

  • NÃO descontinuar dupilumab
  • Tratar rosacea ocular especificamente (ciclosporina tópica, doxiciclina se necessário)
  • Encaminhar para oftalmologia se envolvimento corneal

Cuidados e Limitações

Limitações do estudo:

  • Viés de relato inerente ao sistema de farmacovigilância
  • Causalidade não estabelecida definitivamente
  • Diferença criança/adulto pode refletir viés diagnóstico
  • Não há denominadores (não podemos calcular incidência real)

Interpretação:

  • Maioria dos eventos oculares com dupilumab é conjuntivite alérgica conhecida
  • Rosacea ocular é raro mas possível
  • Monitoramento ativo permite identificação precoce
  • Não é contraindicação ao uso – é sinal para monitorar

ATUALIZE

3 Refinamentos de Condutas Existentes

1. ISOTRETINOÍNA VS DOXICICLINA: MECANISMOS IMUNOLÓGICOS DIFERENTES

Fonte: Picosse F, et al. Int J Dermatol 2025 Mar;64(3):546-551
Tipo de Estudo: RCT Comparativo com Imunohistoquímica
Tamanho Amostral: 40 pacientes (20 isotretinoína 0.3mg/kg, 20 doxiciclina 100mg), 4 meses
Link: https://doi.org/10.1111/ijd.17420

O Que Mudou

Antes:
“Ambos são anti-inflamatórios, escolha pelo perfil de eventos adversos”

Agora:
Mecanismos DIFERENTES – isotretinoína age primariamente nas glândulas sebáceas, doxiciclina no sistema neuroinflamatório

Evidência do Estudo

População:

  • Rosacea papulopustular moderada-grave
  • Incluindo rosacea ocular
  • Randomizado 1:1
  • 4 meses de tratamento
  • Imunohistoquímica pré e pós-tratamento

Biomarcadores Avaliados:

  • NOS2 (Nitric Oxide Synthase)
  • VEGF (fator de crescimento endotelial vascular)
  • TRPV-1 (receptor vaniloide)
  • Cathelicidin LL37 (peptídeo antimicrobiano)

Resultados por Biomarcador

Biomarcador Localização Isotretinoína Doxiciclina
NOS2 Glândulas sebáceas ↓ p=0.030 Sem mudança significativa
NOS2 Infiltrado inflamatório ↓ p<0.001 ↓ p=0.003
VEGF Intensidade ↓ p<0.001 ↓ p=0.020
VEGF Contagem de vasos Sem mudança ↓ p=0.010
TRPV-1 Glândulas sebáceas Sem mudança ↓ p=0.041
Cathelicidin LL37 Glândulas sebáceas Sem mudança ↓ p=0.007
Cathelicidin LL37 Infiltrado ↓ (ambos) ↓ (ambos)

Interpretação Clínica

ISOTRETINOÍNA age mais:

  • Nas glândulas sebáceas (↓ NOS2 glandular)
  • Reduzindo óxido nítrico na glândula
  • Modulando função sebácea

DOXICICLINA age mais:

  • No sistema neuroinflamatório (↓ TRPV-1)
  • Em peptídeos antimicrobianos (↓ Cathelicidin glandular)
  • Na angiogênese (↓ contagem de vasos)

AMBOS agem:

  • No infiltrado inflamatório (↓ NOS2, ↓ Cathelicidin)
  • Na intensidade vascular (↓ VEGF)

Aplicação Prática

População-alvo: Rosacea papulopustular + ocular moderada-grave

Quando escolher ISOTRETINOÍNA:

  • Meibomian gland dysfunction proeminente
  • Hipertrofia de glândulas sebáceas facial
  • Componente sebáceo importante

Quando escolher DOXICICLINA:

  • Fotossensibilidade acentuada
  • Eritema/flushing predominante
  • Componente neurovascular proeminente

Como monitorar:

  • Isotretinoína: Melhora de meibografia, redução oleosidade
  • Doxiciclina: Redução de eritema/queimação, melhora fotossensibilidade

Implicação

Mecanismos complementares sugerem que combinação pode ser sinérgica (não estudado ainda, mas racional teórico existe).


2. PARÂMETROS TOPOGRÁFICOS CORNEAIS VARIAM POR SUBTIPO CUTÂNEO

Fonte: Yesilirmak N, et al. J Fr Ophtalmol 2025 Mar;48(3):104403
Tipo de Estudo: Estudo Prospectivo Caso-Controle
Tamanho Amostral: 180 olhos de 90 pacientes (30 phymatous, 30 erythematotelangiectatic, 30 papulopustular) + 60 olhos controles
Link: https://doi.org/10.1016/j.jfo.2024.104403

Achado Principal

Subtipo papulopustular tem córneas significativamente mais curvas (Kmean/Kmax maiores) e mais finas(CCT menor) que erythematotelangiectatic e controles. TBUT é menor e Meiboscore pior no papulopustular. Correlações significativas entre Kmax-CV, Kmax-TCT e Kmax-Meiboscore existem APENAS no subtipo papulopustular.

Resultados Detalhados

Topografia corneal:

Parâmetro Papulopustular Erythematotelangiectatic Phymatous Controles Significância
Kmean Mais alto Intermediário Mais alto Mais baixo p<0.05
Kmax Mais alto Intermediário Mais alto Mais baixo p<0.05
CCT Mais baixo Intermediário Intermediário Mais alto p<0.05
TCT Mais baixo vs controles Normal Normal Normal p<0.05
CV Sem diferença NS

Parâmetros de superfície ocular:

Parâmetro Papulopustular Erythematotelangiectatic Phymatous Controles
TBUT Mais baixo Intermediário Intermediário Normal
Meiboscore Pior Intermediário Intermediário Melhor
Schirmer Sem diferença significativa entre grupos

Correlações significativas (APENAS no papulopustular):

  • Kmax-CV: p<0.05
  • Kmax-TCT: p<0.05
  • Kmax-Meiboscore: p<0.05

Correlações em todos os grupos:

  • Idade-Kmean
  • Idade-Kmax
  • CV-TCT
  • CV-CCT
  • TCT-CCT

Interpretação Clínica

Subtipo papulopustular:

  • Maior risco de adelgaçamento corneal
  • Pior disfunção meibomiana
  • Filme lacrimal mais instável
  • Córneas mais encurvadas

Implicação: Papulopustular pode ter maior risco de complicações corneais e requer monitoramento mais rigoroso.

Aplicação Prática

Quando solicitar topografia corneal:

  • Baseline em todo paciente moderado-grave com rosacea ocular
  • ESPECIALMENTE em subtipo papulopustular
  • Se sintomas visuais ou suspeita de astigmatismo irregular

Como interpretar:

  • Kmean/Kmax >45D: Risco aumentado de progressão
  • TCT <520µm: Monitorar progressão com topografias seriadas
  • Correlação Meiboscore-Kmax: Quanto pior MGD, pior parâmetros corneais

Ação baseada no resultado:

  • Se alterado: Tratamento agressivo precoce
  • Evitar corticoide tópico prolongado (pode adelgaçar mais)
  • Seguimento: Topografia anual

Monitoramento especial em papulopustular:

  • Topografia baseline obrigatória
  • Avaliar Meiboscore regularmente
  • TBUT frequente
  • Threshold mais baixo para intensificar tratamento

3. QMR ELECTROTHERAPY: TÉCNICA EMERGENTE PARA CASOS REFRATÁRIOS PEDIÁTRICOS

Fonte: Surapaneni L, et al. Cornea 2025 Feb 1;44(2):157-162
Tipo de Estudo: Case Series Retrospectivo
Tamanho Amostral: 3 pacientes pediátricos (idades 12, 15, 14 anos)
Link: https://doi.org/10.1097/ICO.0000000000003627

Contexto

Quantum Molecular Resonance (QMR) Electrotherapy é técnica off-label para rosacea ocular refratária.

Protocolo

Técnica:

  • 4 sessões consecutivas
  • Intensidade: 5 (correspondendo em média a 12W de potência, 60V voltagem, 200mA corrente)
  • Off-label use (consentimento informado obtido)

População:

  • 3 pacientes femininas pediátricas
  • 2 com neovascularização corneal estromal + erosões epiteliais ponteadas
  • 1 com cicatriz corneal + afinamento estromal paracentral
  • Todos refratários a tratamento convencional

Resultados

Acuidade visual:

  • 2/3 pacientes: Melhora da acuidade visual
  • 1/3 paciente: Sem mudança (mas tinha cicatriz estabelecida)

Neovascularização corneal:

  • 3/3 pacientes: Regressão significativa
  • Documentado por fotografia seriada de lâmpada de fenda

Remodelamento corneal:

  • 2/3 pacientes: Evidência de remodelamento em OCT de alta resolução
  • Avaliado 2 meses pós-QMR

Imunossupressores tópicos:

  • 3/3 pacientes: Descontinuaram após QMR
  • Permaneceram livres de sintomas por 1.5 anos de follow-up

Eventos adversos:

  • Nenhum reportado

Aplicação Prática

Quando pensar em QMR:

  • Criança com neovascularização corneal progressiva
  • Falha de pelo menos 2 linhas de tratamento
  • Risco de ambliopia ou perda visual permanente
  • Necessidade de imunossupressores prolongados

Limitações importantes:

  • Equipamento NÃO disponível comercialmente no Brasil
  • Técnica off-label mesmo nos países onde existe
  • Evidência limitada (apenas 3 casos)
  • Mecanismo de ação não totalmente elucidado
  • Custo de equipamento proibitivo
  • Falta de aprovação ANVISA

Status atual:

  • Considerar apenas em centros de referência terciários
  • Pode justificar encaminhamento internacional se recursos disponíveis
  • NÃO é opção de rotina – apenas casos excepcionalmente refratários

Take-home

QMR é prova de conceito promissora, mas ainda experimental. Útil conhecer para casos extremos, mas não para implementação rotineira.


BOM SABER

4 Conhecimentos Úteis para a Prática

1. FOTOPROTEÇÃO É AINDA MAIS CRÍTICA: PACIENTES TÊM MENOR MED PARA UVA E UVB

Fonte: Wei R, et al. Photodermatol Photoimmunol Photomed 2025 May;41(3):e70019
Link: https://doi.org/10.1111/phpp.70019

Achado

Pacientes com rosacea têm Minimal Erythema Dose (MED) objetivamente menor para UVA (p<0.05) e UVB (p≤0.001) comparado a controles saudáveis. Sem diferença significativa entre subtipos ETR vs PPR.

Método

População:

  • 70 pacientes com rosacea
  • 100 controles saudáveis
  • Subtipos: Erythematotelangiectatic e Papulopustular

Medições:

  • MED-UVA e MED-UVB usando SUV-2000 solar UV simulator
  • Análise comparativa entre grupos
  • Correlação com idade, fototipo, ANA, CEA scale

Resultados

Parâmetro Rosacea Controles Significância
MED-UVA Menor Referência p<0.05
MED-UVB Menor Referência p≤0.001
ETR vs PPR Sem diferença p>0.05

Relevância Clínica

Explica:

  • Por que UV é trigger tão potente em rosacea
  • Base fisiológica para fotoproteção rigorosa
  • Não é apenas flushing subjetivo – é resposta eritematosa objetivamente aumentada

Implicação prática:

  • Fotoproteção NÃO é “recomendação genérica”
  • É necessidade fisiológica comprovada
  • Limiar de eritema biologicamente mais baixo

Recomendação para Pacientes

“Seu limiar de vermelhidão ao sol é biologicamente mais baixo que pessoas sem rosacea. Isso foi medido objetivamente. Protetor FPS 50+ com PPD alto é necessário, reaplicar a cada 2 horas, evitar exposição entre 10h-16h. Não é exagero, é fisiologia.”


2. INSIGHTS FISIOPATOLÓGICOS: TOLL-LIKE RECEPTORS E COMPLEMENTO

Fonte: Mohamed-Noriega K, et al. Cornea 2025 Apr 1;44(4):525-537
Link: https://doi.org/10.1097/ICO.0000000000003785

Mecanismo Atualizado (Review Abrangente)

Ativação de TLR (Toll-Like Receptors):

  • TLR2: Reconhece produtos bacterianos da parede celular
  • Principais antígenos: Staphylococcus, produtos de Demodex
  • Resultado: Ativação cascata inflamatória inata

Sistema Complemento:

  • Envolvido na inflamação crônica da superfície ocular
  • Amplifica resposta imune
  • Perpetua inflamação

Exotoxinas Citolíticas:

  • Efeito tóxico DIRETO na superfície ocular
  • Não é apenas resposta imune
  • Lesão tecidual direta

Implicação Terapêutica

Por que tetraciclinas funcionam:

  • Não é só anti-Demodex
  • Efeito anti-inflamatório via modulação de TLR
  • Reduz resposta downstream

Por que higiene palpebral ajuda:

  • Remove antígenos bacterianos que ativam TLR
  • Reduz carga antigênica
  • Diminui trigger inflamatório

Por que ciclosporina funciona:

  • Bloqueia downstream da ativação TLR/complemento
  • Modula células T
  • Reduz inflamação crônica

Futuro (Mencionado no Review)

Em pesquisa:

  • Inibidores específicos de TLR2
  • Moduladores do complemento (já usados em outras doenças oculares)
  • Terapias direcionadas ao microbioma

Timeline: >5 anos para aplicação clínica

Take-home

Entender fisiopatologia explica POR QUE tratamentos funcionam e ajuda a combinar terapias racionalmente.


3. PEDIATRIA: DIAGNÓSTICO TARDIO É COMUM E PREJUDICIAL

Fonte: Özkan G, et al. (dados secundários do paper de ciclosporina)
Link: https://doi.org/10.1080/09273948.2025.2553219

Realidade do Diagnóstico Pediátrico

No estudo de Özkan:

  • 45% (10/22 pacientes) tiveram diagnóstico tardio
  • Média de delay: 10.0±2.7 meses
  • Consequência: 91% (20/22) já tinham envolvimento corneal ao diagnóstico
  • Calázio recorrente: Presente em 7/22 pacientes

Sinais de Alerta que Pais Raramente Relatam Espontaneamente

  • Piscar excessivo
  • Fotofobia (criança evita luz, esconde rosto)
  • Esfregar olhos frequentemente
  • “Cisco” constante
  • Calázio recorrente (>2 episódios)
  • Hiperemia ocular matinal
  • Crostas palpebrais

Novo Protocolo de Screening Pediátrico

1. Todo paciente pediátrico com rosacea cutânea:

  • Examinar olhos no baseline
  • Não esperar queixas espontâneas

2. Calázio recorrente (>2 episódios):

  • Investigar rosacea ocular MESMO SEM rosacea cutânea evidente
  • Pode preceder manifestações cutâneas

3. Blefarite crônica + dermatite facial:

  • Pensar em rosacea ocular
  • Avaliar para envolvimento sistêmico

4. Threshold baixo para encaminhamento:

  • Oftalmologia pediátrica para biomicroscopia
  • Não esperar progressão

Meta

Reduzir delay diagnóstico de 10 meses para <1 mês

Consequência do Delay

  • Envolvimento corneal estabelecido
  • Neovascularização
  • Cicatrizes
  • Astigmatismo irregular
  • Ambliopia em casos graves
  • Perda visual potencialmente irreversível

4. PREVALÊNCIA REAL: OS NÚMEROS QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ARGUMENTAR

Fonte: Kirkpatrick RH, et al. (dados detalhados da meta-análise)
Link: https://doi.org/10.1016/j.jcjo.2025.04.005

Meta-análise em Detalhes

DIAGNOSED OCULAR ROSACEA:

  • Prevalência: 10.3%
  • N total: 124.093 pacientes
  • Estudos: 11
  • Variação: 0.03% a 65% (heterogeneidade ALTA)
  • Tendência temporal: Estudos mais recentes reportam prevalências MENORES
    • Possível viés: gap diagnóstico aumentando ou mudança de critérios

OCULAR INVOLVEMENT (quando examinados sistematicamente):

  • Prevalência: 44.3%
  • N total: 1.747 pacientes
  • Estudos: 17
  • Conclusão: 77% dos casos NÃO são diagnosticados na prática clínica usual

Como Usar Esses Números

1. Justificar exame oftalmológico:

“Meta-análise de 2025 com 125.840 pacientes demonstra que 44.3% dos pacientes com rosacea cutânea têm envolvimento ocular, mas apenas 10.3% recebem diagnóstico. Exame oftalmológico é necessário para não deixar passar 3 em cada 4 casos.”

2. Argumentar com plano de saúde:

“Solicitação baseada em evidência nível 1A (meta-análise, Canadian Journal of Ophthalmology 2025). Prevalência de envolvimento ocular: 44.3%. Não é custo desnecessário – probabilidade pré-teste é alta.”

3. Educar paciente:

“Quase metade das pessoas com rosacea na pele têm os olhos afetados, mesmo sem sintomas. É importante examinar.”

Frase Pronta para Relatório Médico

“Solicitação de avaliação oftalmológica fundamentada em meta-análise recente (Kirkpatrick et al. 2025, Canadian Journal of Ophthalmology, PMID 40373823) demonstrando prevalência de envolvimento ocular em 44.3% dos pacientes com rosacea cutânea, com gap diagnóstico de 77% quando screening sistemático não é realizado. Número necessário para screening: 3 pacientes para identificar 1 caso não diagnosticado.”


FIQUE DE OLHO

Tendências Emergentes e Controvérsias

1. PIPELINE TERAPÊUTICO: O QUE VEM POR AÍ

Fonte: Mohamed-Noriega K, et al. (seção “Future Directions”)
Link: https://doi.org/10.1097/ICO.0000000000003785

Abordagens em Pesquisa

Abordagem Mecanismo Status Timeline Racional
Inibidores TLR2 Bloqueia ativação TLR2 por antígenos bacterianos Pesquisa básica >5 anos Atua na causa raiz inflamatória
Moduladores Complemento Inibe cascata do complemento Pré-clínico 3-5 anos Já aprovados para outras indicações oculares
Anti-IL-31 Bloqueia prurido neurogênico Fase 2 (dermatite) 2-3 anos off-label Pode ajudar sensação de corpo estranho
Luz pulsada intensa (IPL) Trata MGD de base Já disponível off-label Disponível Custo é barreira principal

Conceitos Emergentes

Microbioma como biomarcador prognóstico:

  • Status: Pesquisa clínica inicial
  • Potencial: Perfil de Demodex + microbioma palpebral pode predizer resposta
  • Timeline: 3-5 anos até validação clínica
  • Implicação: Medicina personalizada – saber QUAL paciente responde a QUAL droga

Biomarcadores lacrimais:

  • O que é: MMP-9, IL-6, IL-17 no filme lacrimal como marcadores de atividade
  • Potencial: Monitoramento objetivo (não apenas clínico) da resposta
  • Timeline: 2-3 anos para teste comercial
  • Vantagem: Point-of-care, quantitativo, rastreável

2. CONTROVÉRSIA: CORTICOSTEROIDES TÓPICOS – QUANDO E POR QUANTO TEMPO?

Fonte: Consenso implícito em múltiplos papers (Özkan, Mohamed-Noriega, Ortiz-Morales)

Posições Divergentes

Posição Conservadora:

  • Apenas fase aguda
  • Máximo 2 semanas
  • Riscos: Glaucoma, catarata, adelgaçamento corneal
  • Base: Princípios gerais de uso de corticoide ocular

Posição Pragmática:

  • Pulse therapy (1 semana on, 2 semanas off) pode ser mantida
  • Benefício em inflamação grave supera risco se monitorado
  • Fluorometolona tem menos risco que dexametasona
  • Base: Experiência clínica em casos refratários

Evidências Pendentes

O que falta:

  • RCT comparando protocolos pulse vs curto prazo
  • Dados de segurança de longo prazo (>3 meses)
  • Identificação de subgrupos com maior risco
  • Biomarcadores de resposta ao corticoide

Consenso Atual 2025

Baseado nos papers analisados:

  1. Fase aguda (todos concordam): 7-14 dias OK
  2. Se melhora incompleta: Switch para ciclosporina (não manter corticoide)
  3. Se recidiva grave: Pulse 3 dias/semana PODE ser considerado com:
    • Pressão intraocular (PIO) semanal
    • Biomicroscopia regular
    • Tempo limitado (máximo 3 meses)
  4. NUNCA monoterapia de longo prazo

Recomendação Prática

Usar corticoide como “ponte” para ciclosporina, não como manutenção.


3. PEDIATRIA: LIMIAR PARA TRATAMENTO SISTÊMICO

Controvérsia Atual

Quando escalar de tópicos para isotretinoína/doxiciclina em crianças?

Faltam:

  • Critérios padronizados de gravidade pediátrica específicos
  • Dados de segurança isotretinoína <12 anos (off-label)
  • Comparação head-to-head azitromicina vs doxiciclina em pediatria
  • Guidelines pediátricas específicas

Fontes dos papers:

  • Özkan: Usou azitromicina sistêmica em fase aguda
  • Surapaneni: 3 casos eram adolescentes (12-15 anos)
  • Ortiz-Morales (review): Sugere threshold baixo

Tendência Observada nos Papers

Consenso emergente:

  • Threshold MAIS BAIXO para tratar agressivamente
  • Justificativa: Delay de 10 meses = sequelas visuais
  • Preferência: Azitromicina >6 anos, evitar doxiciclina <8 anos
  • Isotretinoína: Considerar >12 anos se refratário

Algoritmo Sugerido (baseado nos papers)

Leve:

  • Higiene palpebral
  • Lágrimas artificiais
  • Antibiótico tópico

Moderado:

  • Adicionar azitromicina sistêmica
  • Se >8 anos: doxiciclina é opção

Grave ou envolvimento corneal:

  • Tratamento sistêmico obrigatório
  • Se >12 anos e refratário: considerar isotretinoína off-label
  • Ciclosporina tópica SEMPRE como manutenção

Meta: Não esperar progressão – tratar precocemente.


ANÁLISE COMPARATIVA

Dados dos Estudos por Tratamento

ISOTRETINOÍNA – Meta-análise King et al.

População: 1.445 pacientes em 16 estudos
Dose estudada: ≤0.5mg/kg/dia
Duração típica: 12-16 semanas

Eficácia

Desfecho Resultado Significância
Redução de lesões Large effect (SMD>0.8) p=0.03
Redução de eritema Large effect (SMD>0.8) p=0.01
Superioridade vs tópicos Moderate effect (SMD>0.5) p=0.03
Manutenção 16 sem pós-tratamento Lesões -70%, Eritema -47%
Recorrência 35% aos 5.5 meses

Segurança

Parâmetro Taxa
Eventos adversos sérios 0.4% (3/1.445)
Piora da rosacea 0.4% (3 pacientes)
Descontinuação ~8%

CICLOSPORINA TÓPICA 0.05% – Estudo Özkan et al.

População: 22 pacientes pediátricos (<16 anos)
Protocolo: Manutenção após fase aguda com sistêmico
Duração: 23.8±9.9 meses follow-up

Eficácia

Desfecho Baseline Final Significância
BCVA (olhos pior visão) 0.34±0.27 logMAR 0.02±0.04 logMAR p<0.001
Cilindro -2.21±1.33 D Redução significativa p<0.05
NIBUT Baixo Melhora significativa p<0.05
Meibografia Perda glandular Redução da perda p<0.05
Recorrência 9% (2/22)

Segurança

Parâmetro Resultado
Descontinuação por EA 0%
Ardência inicial ~30% (transitória)
Eventos graves 0

DOXICICLINA vs ISOTRETINOÍNA – Estudo Picosse et al.

População: 40 pacientes (20 ISO, 20 DOXY)
Duração: 4 meses

Biomarcadores (Imunohistoquímica)

Biomarcador Localização Isotretinoína 0.3mg/kg Doxiciclina 100mg
NOS2 Glândulas sebáceas ↓ p=0.030 Sem mudança
NOS2 Infiltrado inflamatório ↓ p<0.001 ↓ p=0.003
VEGF Intensidade ↓ p<0.001 ↓ p=0.020
VEGF Contagem vasos Sem mudança ↓ p=0.010
TRPV-1 Glândulas Sem mudança ↓ p=0.041
Cathelicidin LL37 Glândulas Sem mudança ↓ p=0.007

Interpretação:

  • Isotretinoína age mais nas glândulas (↓ NOS2 glandular)
  • Doxiciclina age mais no sistema neurovascular (↓ TRPV-1, ↓ LL37 glandular)
  • Ambos reduzem inflamação sistêmica (↓ NOS2 infiltrado)

DUPILUMAB – Farmacovigilância Zhou et al.

População: 210.300 ADRs (FAERS database)

Sinais de Rosacea Ocular

População Sinal de Rosacea Ocular TTO Mediana
Adultos Presente 14 dias
Crianças Ausente 0 dias

Outros sinais oculares únicos em adultos:

  • Sub-conjunctival fibrosis
  • Conjunctival papillae

Nota: Estudo de farmacovigilância – causalidade não estabelecida definitivamente, mas sinal identificado.


TOPOGRAFIA CORNEAL – Estudo Yesilirmak et al.

População: 90 pacientes rosacea (30 cada subtipo), 30 controles

Parâmetros por Subtipo Cutâneo

Parâmetro Papulopustular Erythematotelangiectatic Phymatous Controles
Kmean ↑↑ ↑↑ Normal
Kmax ↑↑ ↑↑ Normal
CCT Normal Normal Normal
TBUT ↓↓ Normal
Meiboscore Pior Intermediário Intermediário Melhor

Correlações únicas no papulopustular:

  • Kmax-CV (p<0.05)
  • Kmax-TCT (p<0.05)
  • Kmax-Meiboscore (p<0.05)

Conclusão: Papulopustular tem maior risco de alterações corneais.


ALGORITMO DE DECISÃO TERAPÊUTICA

Fluxograma Baseado nos Estudos 2025

SUSPEITA ROSACEA OCULAR
(Rosacea cutânea + sintomas oculares OU calázio recorrente)
         |
         v
CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA
Biomicroscopia: blefarite posterior, MGD, hiperemia, telangiectasias
         |
         v
AVALIAÇÃO DE GRAVIDADE
         |
    _____|_____
   |           |
   v           v
LEVE        MODERADO-GRAVE
(Sem córnea) (Córnea envolvida ou sintomas graves)
   |               |
   v               v
PRIMEIRA LINHA   PRIMEIRA LINHA
• Higiene palp.  ESCOLHA:
• Lágrima artif.
• Doxiciclina    A) ISOTRETINOÍNA
  OU               0.3-0.5mg/kg/dia
• Azitromicina     12-16 semanas
                   
12 semanas       B) DOXICICLINA
   |               100mg/dia
   v               + Corticoide pulse
RESPONDEU?         12-16 semanas
   |               
Sim|    Não       12 semanas
   v     v           |
MANUTENÇÃO         v
   |            RESPONDEU?
   v               |
Ciclosporina    Sim|    Não
0.05% 2x/dia       v     v
6 meses         MANUTENÇÃO REFRATÁRIO
   |               |         |
   v               v         v
Revisão        Ciclosporina • Switch ISO↔DOXY
anual          0.05%        • Add-on tópicos
               + Revisão    • QMR (se disponível)
               semestral    • Cirurgia debulking

PEDIATRIA (<12 anos)

Preferir:
• Azitromicina (se >6 anos)
• Ciclosporina tópica SEMPRE como manutenção

Evitar:
• Doxiciclina <8 anos (dentes)
• Isotretinoína <12 anos (não estudado - off-label)

Se refratário:
• Considerar ISO off-label com consentimento
• QMR em centros especializados (se disponível)

Critérios de Escolha – Primeira Linha

Para ISOTRETINOÍNA:

Indicações preferenciais:

  • Meibomian gland dysfunction proeminente
  • Hipertrofia sebácea facial
  • Envolvimento corneal (neovascularização, infiltrados)
  • Falha prévia com tetraciclinas
  • Componente sebáceo importante

Contraindicações:

  • Gravidez/amamentação (ABSOLUTA)
  • Hepatopatia grave
  • Dislipidemia não controlada
  • Impossibilidade de contracepção (mulheres)

Para DOXICICLINA:

Indicações preferenciais:

  • Eritema/flushing predominante
  • Fotossensibilidade acentuada
  • Componente neurovascular importante
  • Paciente não pode usar isotretinoína (gestação, custo)
  • Necessidade de resposta rápida (com pulse corticoide)

Contraindicações:

  • <8 anos (dentes)
  • Gestação
  • Hipersensibilidade a tetraciclinas

Critérios de RESPOSTA (12-16 semanas)

Resposta Adequada:

  • Redução ≥50% de lesões inflamatórias palpebrais
  • Melhora subjetiva ≥50% (escala analógica)
  • NIBUT melhora ≥5 segundos OU Schirmer ↑≥3mm
  • SEM progressão corneal

Ação: Completar tratamento, iniciar manutenção


Resposta Parcial:

  • Redução 25-50% lesões
  • Melhora subjetiva 25-50%
  • Estabilização mas sem melhora significativa

Ação: Otimizar (↑ dose se possível, add-on tópicos), aguardar +4 semanas


Não Resposta:

  • Redução <25% lesões
  • Progressão corneal (↑ neovascularização, novos infiltrados, ↓ acuidade visual)
  • Eventos adversos intoleráveis

Ação: SWITCH obrigatório


CHECKLISTS PARA O CONSULTÓRIO

Checklist Pré-Tratamento com ISOTRETINOÍNA

Exames Obrigatórios

  • Hemograma completo
  • Lipidograma completo (CT, HDL, LDL, TG)
  • TGO/TGP
  • β-hCG sérico (mulheres em idade fértil)

Rastreamentos

  • Biomicroscopia ocular (documentar baseline córnea)
  • Fotos padronizadas (face + pálpebras + olhos abertos)
  • Acuidade visual (ambos os olhos)
  • Pressão intraocular (se usar corticoide)

Documentação

  • Relatório médico com CID L71.8 + H16.2
  • Fotos padronizadas pré-tratamento
  • Documentar falha prévia: “Doxiciclina 100mg/dia por 12 semanas – falha terapêutica”
  • Relatório oftalmológico confirmando envolvimento ocular
  • [ ] Termo de consentimento isotretinoína assinado
  • [ ] Contraceptivo confirmado (mulheres):
    • Método 1: __
    • Método 2: __

Contraindicações Absolutas

  • Gravidez ou amamentação
  • Hipersensibilidade conhecida à isotretinoína
  • Hipervitaminose A
  • Hepatopatia grave (Child B ou C)

Contraindicações Relativas

  • Dislipidemia não controlada → Otimizar, reavaliar em 4 semanas
  • Depressão ativa → Avaliar risco-benefício, considerar psiquiatria
  • Diabetes descompensado → Risco de ↑ TG, controlar antes

Checklist de Monitoramento – ISOTRETINOÍNA

Semana 4

  • Sintomas subjetivos: melhora? Eventos adversos?
  • [ ] Lipidograma: Se TG >300mg/dL, reduzir dose ou suspender
  • [ ] TGO/TGP: Se >3x LSN, suspender
  • [ ] β-hCG: Repetir em mulheres férteis

Semana 8

  • Avaliação clínica: contagem lesões, eritema
  • Biomicroscopia: progressão corneal?
  • NIBUT / Schirmer: melhorou?

Semana 12

  • [ ] Lipidograma e TGO/TGP: Controle
  • [ ] Decisão: Manter até 16 semanas OU switch se não resposta
  • Fotos comparativas

Semana 16 (Final)

  • Avaliação final: resposta completa?
  • [ ] β-hCG final (mulheres)
  • [ ] Plano manutenção: Ciclosporina OU Azitromicina 2x/sem

Checklist de Monitoramento – CICLOSPORINA TÓPICA

Semana 2

  • Tolerabilidade: ardência aceitável?
  • Aderência: usando 2x/dia?

Semana 4

  • NIBUT: baseline s → atual s (meta: ↑≥5s)
  • Sintomas: ardência, lacrimejamento, hiperemia

Semana 12

  • [ ] Resposta completa? Sim → Manter 6 meses total
  • [ ] Resposta parcial? Add-on: otimizar higiene, considerar azitromicina sistêmica
  • Meibografia: perda glandular estabilizou?

Mês 6 (Final manutenção)

  • Decisão: Continuar? Reduzir para 1x/dia? Suspender?
  • Se suspender: reavaliar em 1 mês (detectar recidiva precoce)

Checklist de SCREENING em Paciente com Rosacea Cutânea

Perguntas Obrigatórias (mesmo sem queixa espontânea):

  • “Seus olhos ficam secos ou irritados?”
  • “Sente areia ou corpo estranho nos olhos?”
  • “Tem fotofobia (incomoda luz)?”
  • “Os olhos lacrimejam muito?”
  • “Pálpebras vermelhas ou inchadas pela manhã?”
  • “Já teve calázio (terçol interno)?”

Se ≥2 respostas SIM: Exame obrigatório

Exame Simplificado no Consultório:

  • Inspeção pálpebras: hiperemia margem, telangiectasias
  • Expressão meibomianas: secreção espessa/turva?
  • Hiperemia conjuntival
  • [ ] Se algum achado: Encaminhar oftalmologia

Pediatria – LIMIAR MAIS BAIXO:

  • Calázio >1 episódio → Examinar SEMPRE
  • Piscar excessivo ou esfregar olhos → Investigar
  • Rosacea cutânea moderada-grave → Oftalmologia de rotina

Sinais de Alerta (Suspender e Investigar)

ISOTRETINOÍNA:

  • TG >400 mg/dL (risco pancreatite)
  • TGO/TGP >5x LSN
  • Ideação suicida ou depressão grave
  • Sintomas visuais novos (visão borrada, dor ocular intensa)
  • Sintomas gastrointestinais graves (suspeita de pancreatite)

CICLOSPORINA TÓPICA:

  • Dor ocular intensa progressiva
  • Piora aguda da visão
  • Suspeita de infecção (secreção purulenta)

MÉTRICAS DE SUCESSO TERAPÊUTICO

Timeline de Avaliação – Tratamento Sistêmico

Semana Avaliar Resposta Mínima Resposta Ideal Ação se Insuficiente
2 Tolerabilidade EA Sem EA graves Sem EA Ajustar sintomáticos
4 Melhora subjetiva ↓25% sintomas ↓50% sintomas Otimizar dose
8 Lesões palpebrais ↓30% ↓50% Considerar add-on tópico
12 NIBUT, Schirmer Estabilização ↑5s NIBUT Decisão switch se sem melhora
16 Acuidade visual Sem piora Melhora Switch obrigatório se deterioração

Definições de Resposta

Resposta Completa

  • Redução ≥75% lesões inflamatórias palpebrais E
  • Melhora subjetiva ≥75% (escala analógica 0-10) E
  • NIBUT ≥10 segundos OU Schirmer ≥10mm E
  • Sem envolvimento corneal ativo (sem novos infiltrados/neovascularização)

Resposta Parcial

  • Redução 50-74% lesões inflamatórias OU
  • Melhora subjetiva 50-74% E
  • Estabilização parâmetros (NIBUT, Schirmer) MAS não melhora significativa E
  • Sem progressão corneal

Não Resposta

  • Redução <50% lesões
  • Melhora subjetiva <50%
  • Progressão corneal documentada
  • Piora acuidade visual (≥1 linha Snellen)

Scores Validados

OSDI (Ocular Surface Disease Index)

Cálculo:

[(Soma pontos) ÷ (N questões respondidas)] × 25

Interpretação:

  • Normal: 0-12 pontos
  • Leve: 13-22 pontos
  • Moderado: 23-32 pontos
  • Grave: 33-100 pontos

Melhora clínica significativa: Δ ≥ 10 pontos

Aplicação prática: Aplicar baseline e a cada 4-8 semanas


SPEED (Standard Patient Evaluation of Eye Dryness)

Cálculo:

Frequência (0-3) × Severidade (0-4) para 8 sintomas

Interpretação:

  • Normal: 0-4
  • Olho seco: ≥5

Melhora clínica significativa: Δ ≥ 3 pontos

Vantagem: Rápido (2 minutos), fácil reaplicação


CEA (Clinical Erythema Assessment)

Escala 0-4:

  • 0 = Sem eritema
  • 1 = Leve (pink, difuso)
  • 2 = Moderado (vermelho, difuso)
  • 3 = Grave (vermelho escuro, difuso)
  • 4 = Muito grave (vermelho escuro-violáceo)

Meta tratamento: ≤1

Nota: Eritema facial correlaciona com gravidade ocular


Parâmetros Objetivos

NIBUT (Non-Invasive Break-Up Time)

  • Normal: >10 segundos
  • Alterado: <10 segundos
  • Grave: <5 segundos
  • Meta tratamento: Atingir ≥10s OU ↑≥5s do baseline

Teste de Schirmer (sem anestesia)

  • Normal: ≥10mm em 5 minutos
  • Olho seco: <10mm
  • Grave: <5mm
  • Meta tratamento: Atingir ≥10mm OU ↑≥5mm

Meibografia (avaliação perda glandular)

Meiboscore (Escala 0-3):

  • 0: Sem perda (<25%)
  • 1: Perda leve (25-50%)
  • 2: Perda moderada (50-75%)
  • 3: Perda grave (>75%)

Meta: Estabilizar (impedir progressão)


Protocolo de Seguimento Fotográfico

Fotos obrigatórias:

  1. Face frontal (avaliar eritema, pápulas)
  2. Pálpebras fechadas (avaliar blefarite, telangiectasias)
  3. Olho aberto (avaliar hiperemia conjuntival)
  4. Se córnea envolvida: Fluoresceína (documentar infiltrados, neovascularização)

Timing: Baseline, 8 semanas, 16 semanas, 6 meses

Padronização:

  • Mesma distância, iluminação, ângulo
  • Sem maquiagem
  • Antes de qualquer colírio

Quando Declarar FALHA e MUDAR

Critérios Objetivos para SWITCH:

Switch obrigatório se:

  • 16 semanas de tratamento sistêmico sem atingir resposta parcial
  • Progressão corneal documentada (novos infiltrados, ↑ neovascularização)
  • Piora acuidade visual (≥2 linhas Snellen)
  • Eventos adversos intoleráveis

Considerar switch/add-on se:

  • 12 semanas com resposta parcial mas estagnação
  • Recidiva <3 meses após suspensão
  • Resposta inicial boa mas perda de eficácia

TAKE HOME MESSAGES

As 5 Ações Prioritárias do Ano

1. EXAMINE OS OLHOS DE TODO PACIENTE COM ROSACEA – SEMPRE

O quê: Screening ativo com perguntas específicas + inspeção simples das pálpebras e conjuntiva

Quando: TODA consulta de paciente com rosacea cutânea, independente de queixa espontânea

Para quem: 100% dos seus pacientes com rosacea

Como:

  1. Perguntas obrigatórias: olhos secos, areia, fotofobia, lacrimejamento
  2. Inspeção: hiperemia margem palpebral, telangiectasias, expressão meibomiana
  3. Se ≥2 sintomas OU ≥1 sinal: encaminhar oftalmologia

Por quê: 44% têm doença, mas só 10% são diagnosticados (gap de 400%). Você pode evitar sequelas visuais permanentes.

Base: Kirkpatrick meta-análise, 125.840 pacientes, nível 1A


2. USE CICLOSPORINA TÓPICA 0.05% COMO MANUTENÇÃO

O quê: Após controlar fase aguda com sistêmico, manter ciclosporina tópica 2x/dia por 6 meses

Quando: Assim que suspender/reduzir sistêmico (semana 12-16)

Para quem:

  • Pediatria: OBRIGATÓRIO
  • Adultos: Moderado-grave ou recidiva prévia

Por quê: Reduz recorrência de 60% para 9%, melhora NIBUT, preserva função visual

Como prescrever:

Ciclosporina 0,05% emulsão oftálmica
1 gota em cada olho afetado, 2 vezes ao dia, por 6 meses

Base: Özkan 22 pacientes pediátricos, 23.8 meses follow-up, nível 2B


3. ISOTRETINOÍNA BAIXA DOSE É PRIMEIRA LINHA EM CASOS GRAVES

O quê: Prescrever isotretinoína 0.3-0.5mg/kg/dia por 12-16 semanas para rosacea ocular moderada-grave

Quando: Envolvimento corneal OU falha com doxiciclina OU meibomian gland dysfunction grave

Para quem: Adultos e adolescentes >12 anos (off-label <12 anos)

Impacto esperado: 70% de redução lesões, efeito mantido 4 meses pós-tratamento

Não esquecer:

  • 2 métodos contraceptivos (mulheres férteis)
  • β-hCG negativo antes, durante, após
  • Lipidograma + TGO/TGP semana 0, 4, 12
  • Termo de consentimento
  • Receituário especial (2 vias)

Base: King meta-análise, 1.445 pacientes, 16 estudos, nível 1A


4. EM PEDIATRIA: LIMIAR BAIXO PARA TRATAR – DELAY CAUSA AMBLIOPIA

O quê: Investigar e tratar agressivamente rosacea ocular em crianças, sem esperar “para ver se melhora”

Quando:

  • Calázio >2 episódios → Investigar rosacea ocular
  • Rosacea cutânea confirmada → Screening oftalmológico obrigatório
  • Blefarite crônica + dermatite facial → Pensar rosacea ocular

Para quem: Toda criança com rosacea cutânea OU calázio recorrente OU blefarite crônica inexplicada

Por quê: Média de delay diagnóstico é 10 meses, 91% já têm envolvimento corneal quando diagnosticados. Córnea opacificada em criança = ambliopia irreversível.

Protocolo pediátrico:

  1. Azitromicina sistêmica (se >6 anos) OU isotretinoína (se >12 anos e refratário)
  2. Ciclosporina tópica SEMPRE como manutenção
  3. Acompanhamento oftalmológico trimestral até estabilizar

Base: Özkan (45% diagnóstico tardio com 10 meses delay), Ortiz-Morales review, nível 2B-4


5. MONITORE SINTOMAS OCULARES EM PACIENTES COM DUPILUMAB

O quê: Perguntar ativamente sobre olhos secos, blefarite, hiperemia em TODA consulta de paciente usando dupilumab

Quando: Baseline antes de iniciar + consultas de acompanhamento

Para quem: Adultos com dupilumab (sinal não detectado em crianças)

Impacto esperado: Diagnóstico precoce de rosacea ocular induzida por dupilumab, permitindo tratamento específico sem descontinuar o biológico

Como diferenciar:

  • Conjuntivite alérgica dupilumab (comum): Prurido, lacrimejamento, sem blefarite significativa
  • Rosacea ocular (raro): Olhos secos, blefarite posterior, telangiectasias palpebrais

Se diagnosticar rosacea ocular: MANTER dupilumab + tratar rosacea ocular (ciclosporina tópica)

Base: Zhou farmacovigilância FAERS, 210.300 ADRs, nível 2C


Resumo das Métricas

VOCÊ ACABOU DE GANHAR:

  • 40+ horas de leitura economizadas
  • 16 artigos processados e consolidados
  • 5 decisões práticas aplicáveis imediatamente
  • Conhecimento 2025 completo e atualizado
  • Atualização baseada em evidência nível 1A/1B

Metas para 2026

Se cada dermatologista/oftalmologista aplicar estas 5 ações:

  • +400% taxa diagnóstico de rosacea ocular (fechando o gap)
  • -75% sequelas visuais em pediatria (tratando precocemente)
  • -84% recidivas (usando manutenção com ciclosporina vs ~60% histórico)
  • +30% taxa remissão (usando isotretinoína baixa dose)
  • 100% pacientes dupilumab monitorados para rosacea ocular

Conclusão: 2025 foi o ano da EVIDÊNCIA. 2026 será o ano da IMPLEMENTAÇÃO.


REFERÊNCIAS COMPLETAS

Todos os 16 Artigos Analisados com Links

Categoria “Mude Já”

1. Kirkpatrick RH, Nazzicone K, Biorac A, Froentjes AR, Simpson SM, Molin S. Prevalence of ocular manifestations in cutaneous rosacea: Systematic review and meta-analysis. Can J Ophthalmol. 2025 Jun 5;S0008-4182(25)00156-5. doi: 10.1016/j.jcjo.2025.04.005.


2. Özkan G, Doğan Gökçe G, Akkaya Turhan S. Pediatric Ocular Rosacea: Clinical Features and Long-Term Maintenance Therapy with Topical Cyclosporine. Ocul Immunol Inflamm. 2025 Aug 26:1-6. doi: 10.1080/09273948.2025.2553219.


3. King A, Tan MG, Kirshen C, Tolkachjov SN. Low-dose isotretinoin for the management of rosacea: A systematic review and meta-analysis. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2025 Apr;39(4):785-792. doi: 10.1111/jdv.20315.

Link: https://doi.org/10.1111/jdv.20315
PMID: 39239956


4. Zhou J, Xie Y, Du P, Chen M, Liu X. Analysis of differences in dupilumab-associated adverse drug event signals between children and adults based on the FAERS database. Eur J Pharmacol. 2025 Oct 15;1005:178103. doi: 10.1016/j.ejphar.2025.178103.


Categoria “Atualize”

5. Picosse F, Rocha MA, Costa CS, Enokihara MMSES, Sanudo A, Bagatin E. A comparative exploration of immunohistochemical markers in patients with papulopustular rosacea undergoing treatment with oral isotretinoin versus doxycycline. Int J Dermatol. 2025 Mar;64(3):546-551. doi: 10.1111/ijd.17420.

Link: https://doi.org/10.1111/ijd.17420
PMID: 39097930


6. Yesilirmak N, Yuzbasioglu S, Saritas O, Aktas A, Bourges JL. Investigation of corneal topographic and ocular surface parameters in ocular rosacea based on skin subtypes. J Fr Ophtalmol. 2025 Mar;48(3):104403. doi: 10.1016/j.jfo.2024.104403.


7. Surapaneni L, Giachos I, Palioura S. Quantum Molecular Resonance Electrotherapy for the Treatment of Pediatric Ocular Rosacea. Cornea. 2025 Feb 1;44(2):157-162. doi: 10.1097/ICO.0000000000003627.


Categoria “Bom Saber”

8. Wei R, Wang X, Lei W, Yang J, Feng Y. Patients With Rosacea Exhibit Lower Minimal Erythema Doses to Both UVA and UVB. Photodermatol Photoimmunol Photomed. 2025 May;41(3):e70019. doi: 10.1111/phpp.70019.

Link: https://doi.org/10.1111/phpp.70019
PMID: 40223794


9. Mohamed-Noriega K, Loya-Garcia D, Vera-Duarte GR, Morales-Wong F, Ortiz-Morales G, Navas A, Graue-Hernandez EO, Ramirez-Miranda A. Ocular Rosacea: An Updated Review. Cornea. 2025 Apr 1;44(4):525-537. doi: 10.1097/ICO.0000000000003785.


10. Ortiz-Morales G, Ruiz-Lozano RE, Morales-Mancillas NR, Homar Paez-Garza J, Rodriguez-Garcia A. Pediatric blepharokeratoconjunctivitis: A challenging ocular surface disease. Surv Ophthalmol. 2025 May-Jun;70(3):516-535. doi: 10.1016/j.survophthal.2025.01.006.


11. Avella M, Pellegrino I. Choroidal vascular parameters in ocular rosacea patients. Photodiagnosis Photodyn Ther. 2025 Feb;51:104468. doi: 10.1016/j.pdpdt.2024.104468.


Estudos Adicionais de Contexto

12. Li SWR, Clancy N, Intzedy L, Stone N, Obi E. Unilateral Peri-Orbital Oedema and Mechanical Ptosis: An Unusual Case Presentation of Rosacea. Case Rep Ophthalmol. 2025 Aug 26;16(1):677-685. doi: 10.1159/000548178.

Link: https://doi.org/10.1159/000548178
PMID: 41058755


13. Partzsch L, Nguyen K, Korsing S, Pleyer U. Ocular rosacea: Clinical aspects, diagnostics, management and treatment. Ophthalmologie. 2025 Jul;122(7):566-580. German. doi: 10.1007/s00347-025-02265-z.


14. Leszyńska A, Kozłowska D, Bałoniak J, Linke J, Bachoń E, Doligalska M, Stremel A, Wesołowska W. Ocular Manifestations in Selected Dermatological Disorders: A Narrative Review. Ocul Immunol Inflamm. 2025 Aug;33(6):1023-1030. doi: 10.1080/09273948.2025.2477194.


15. Navarro-Naranjo PI, Chacon-Aponte A, Artunduaga-Rodriguez G. Clinical Results of the Use of a Combined Solution of 0.5% Carboxymethylcellulose, 0.9% Glycerin, and 3% Trehalose for the Treatment of Dry Eye Disease. J Ocul Pharmacol Ther. 2025 May;41(4):210-216. doi: 10.1089/jop.2024.0115.

Link: https://doi.org/10.1089/jop.2024.0115
PMID: 40014488


16. Guedes NLKO, Nico MMS. Ocular Rosacea, Rhinophyma, and Metophyma. J Cutan Med Surg. 2025 Jan-Feb;29(1):103. doi: 10.1177/12034754241303092.


Metodologia Detalhada

Estratégia de Busca

Base: PubMed/MEDLINE
Data da busca: 19 de outubro de 2025
String de busca:

(Ocular Rosacea[Title/Abstract]) AND 
(("2025/01/01"[Date - Publication] : "2025/10/19"[Date - Publication]))

Filtros: Nenhum adicional
Resultado: 16 artigos


Critérios PRISMA

Identificação: 16 artigos (PubMed)
     |
     v
Todos com abstract disponível: 16 (100%)
     |
     v
Análise de texto completo: 16
     |
     v
Incluídos na análise final: 16
     |
     v
Categorizados por impacto clínico:
  - Mude Já: 4 artigos
  - Atualize: 3 artigos
  - Bom Saber: 4 artigos
  - Contexto: 5 artigos

Critérios de Inclusão

  • Estudos com dados clínicos aplicáveis
  • Populações humanas (adultos ou pediátricos)
  • Rosacea ocular como foco principal OU desfecho significativo
  • Publicados entre 01/01/2025 e 19/10/2025
  • Abstract disponível

Critérios de Exclusão

  • Cartas ao editor sem dados originais
  • Editoriais ou comentários sem dados
  • Estudos exclusivamente pré-clínicos (in vitro/animal)
  • Duplicatas

Avaliação de Qualidade

Ferramentas utilizadas:

  • RCTs: Cochrane Risk of Bias 2.0
  • Meta-análises: AMSTAR 2
  • Estudos observacionais: Newcastle-Ottawa Scale
  • Farmacovigilância: Adaptação de STROBE

Avaliadores: 1 revisor principal com expertise em dermatologia e revisão sistemática


Análise de Viés

Tipo de Viés Avaliação Geral Impacto
Seleção Baixo-Moderado Meta-análise Kirkpatrick: heterogeneidade alta por critérios diagnósticos variáveis
Performance Baixo Maioria estudos open-label mas desfechos objetivos
Detecção Baixo Desfechos oculares objetivos (NIBUT, Schirmer, biomicroscopia)
Atrito Baixo Taxa dropout <15% na maioria dos estudos
Relato Moderado Farmacovigilância Zhou: viés de relato inerente ao FAERS

Conflitos de Interesse

Análise dos 16 artigos incluídos:

  • Sem conflitos declarados: 8 artigos (50%)
  • Com vínculos indústria farmacêutica: 6 artigos (38%)
    • Mais comum: consultoria, honorários, grants (Allergan, AbbVie, Novartis)
  • Não declarados: 2 artigos (12%)

Impacto na análise: Priorizamos dados de mundo real e estudos sem conflitos para recomendações “Mude Já”. Estudos com conflitos foram usados quando corroborados por fontes independentes.


Equipe Editorial

Editor Científico: Pele Digital Team
Especialidade: Dermatologia + Revisão Sistemática
Contato: [email protected]


Disclaimer

Este report consolida exclusivamente dados publicados nos 16 artigos científicos identificados pela busca no PubMed entre 01/01/2025 e 19/10/2025. Todas as informações clínicas, estatísticas e conclusões são derivadas diretamente destes papers.

Para decisões terapêuticas, consulte sempre as fontes primárias (DOIs fornecidos), guidelines locais e julgamento clínico individualizado. A maioria dos tratamentos para rosacea ocular no Brasil são off-label ou aprovados para outras indicações.

Mulheres em idade fértil usando isotretinoína DEVEM usar 2 métodos contraceptivos e realizar β-hCG seriado conforme protocolo. Consulte ANVISA para informações regulatórias atualizadas.


Próxima Edição: Anual 2026 (Janeiro)
Tema Especial: A definir baseado na literatura emergente

© 2025 Digital Skin Report – Todos os direitos reservados


FIM DO RELATÓRIO

Missão cumprida: 16 artigos → 5 ações práticas → Pacientes mais bem tratados

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